As cirurgias refrativas corrigem miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia através da aplicação de um feixe de laser que remodela a curvatura da córnea.
Podem ser realizadas através de 3 tecnologias:
Independente da tecnologia trata-se de um procedimento ambulatorial, feito sob anestesia local, que não pode ser banalizado. Antes da operação o paciente é submetido a uma bateria de exames para avaliar: produção lacrimal, espessura da córnea, saúde das diversas estruturas oculares e ausência de doenças sistêmicas que comprometem a cicatrização.
O sucesso da cirurgia depende da experiência do cirurgião e da avaliação das necessidades visuais de cada paciente que determinam qual a melhor técnica para cada caso. As técnicas são:
Independente da técnica cirúrgica aplicada todo paciente que passa por cirurgia refrativa deve fazer acompanhamento médico anual. A maioria das doenças oculares não apresenta sintomas no estágio inicial e pode aparecer em decorrência do envelhecimento. Os tratamentos são mais eficazes quanto mais cedo seu oftalmologista diagnosticar a doença.
Os erros de refração (miopia, astigmatismo, hipermetropia) são alterações oculares que deformam a imagem captada pela retina, causando embaçamento da visão e sintomas conhecidos como astenopia, irritações, hiperemia, lacrimejamento, dor de cabeça, dor periocular e fotofobia - portanto, ser míope ou hipermétrope não é apenas um desvio da normalidade (emetropia).
O olho completamente desenvolvido corresponde a uma esfera com 23 mm de diâmetro, aproximadamente. Entre crianças, 90% têm hipermetropia porque este diâmetro é igual a 16 mm. Neste olho a imagem que vem do infinito se forma atrás da retina; quanto mais aproximamos um objeto deste olho mais a imagem se afasta da retina. Portanto, o hipermétrope tem dificuldade para enxergar de perto porque as imagens se formam atrás da retina.
Continuando o exemplo, o olho dessa criança se desenvolve como todos os demais órgãos. Supondo que aos 18 anos ele atinja 23 mm a imagem de um objeto no infinito forma-se exatamente sobre a retina. A isso chamamos de emetropia, ou seja, visão perfeita.
Vamos supor agora que este olho cresceu e atingiu 26 mm de diâmetro aos 28 anos. Neste caso, a imagem do objeto no infinito se forma na frente da retina, o que corresponde a miopia. Quando o objeto é aproximado do olho a imagem se forma sobre a retina. Portanto o míope enxerga bem de perto sem necessidade de usar o cristalino, lente natural do olho que responde pelo foco automático das imagens próximas, à meia distância e distantes. O cristalino começa a perder sua elasticidade aos 40 anos. Por isso, hipermétropes, emétropes e míopes com óculos começam a apresentar dificuldade para enxergar objetos próximos. é a presbiopia ou vista cansada que acomete 100% das pessoas com mais de 40 anos. Logicamente a miopia não corrigida com óculos ou lentes de contato sempre permite enxergar bem para perto, bastando tirar os óculos.
Inicialmente comparamos o olho com a esfera, geralmente o olho apresenta-se em menos ou mais graus, com um achatamento (parecido com ovo). Neste caso, a imagem incide em vários pontos, causando uma visão distorcida que caracteriza o astigmatismo. Por isso, é comum a associação da miopia, hipermetropia e presbiopia com astigmatismo.
Por convenção a miopia é corrigida por lentes esféricas negativas (divergentes), a hipermetropia e presbiopia são corrigidas por lentes esféricas positivas (convergentes), e o astigmatismo por lentes cilíndricas negativas ou positivas.


Exemplo:
1- No OD 3,00º DE1,00ºDCx180
Significa que o olho direito apresenta miopia de 3 graus, associado à 1 grau de astigmatismo num eixo de 180º.
2- No OE +2,00º DE0,50ºDCx90º adição de +2,00ºE
Significa que o olho esquerdo apresenta 2 graus de hipermetropia para longe e 4 graus para perto (presbiopia), associado a 0,50º de astigmatismo num eixo de 90º, tanto para longe como para perto.