Não necessariamente, mas alguns medicamentos, tal como medicamentos para artrite e algumas outras condições, têm efeito nos olhos. Médicos que prescrevem estes medicamentos estão bem cientes que os efeitos colaterais podem incluir olho seco ou dano permanente na retina. Conseqüentemente, se existe alguma possibilidade de perda visual com o uso de uma medicação em particular, seu médico indicará a você um oftalmologista que acompanhará seus olhos durante o curso do tratamento.
Alguns tipos de medicação podem causar mudanças temporárias de visão. Cortisona, por exemplo, pode causar embaçamento da visão, mas na maioria dos casos não danificará os olhos. Os sintomas usualmente desaparecerão com o término da medicação ou quando o paciente se adaptar a medicação. No entanto, cortisona pode, ocasionalmente, desenvolver cataratas. Tenha sua visão monitorada por um oftalmologista como medida de segurança.
Não. O olho somente irá suportar uma gota de cada vez. Se você tentar colocar mais, o excesso simplesmente transbordará pelo seu rosto.
Colírios podem ter efeitos colaterais, por isso eles devem ser prescritos somente por oftalmologista. Lembre-se, um oftalmologista é um doutor em medicina especializado em cirurgia, diagnóstico e tratamento de doenças do olho.
São duas coisas distintas; é comum o paciente procurar o oftalmologista referindo uma piora súbita na visão de longe, para a distância. E este profissional deve inquerir ao paciente se ele ultimamente esta tendo sinais e sintomas de poliúria (urinar muitas vezes no dia), polidipsia (muita sede e beber muita água) entre outros.
Pois é freqüente desta queixa o oftalmologista suspeitar de alguma alteração na glicemia, solicitar uma glicemia e outros exames e constatar um Diabetes.
O que acontece é que o sangue hiperglicêmico tem um poder de osmose maior, o qual vai causar uma desidratação no cristalino do paciente, e este passa então a manifestar uma miopia. São pessoas que usavam óculos só para leitura, e de uma hora para outra passam a enxergar bem para perto (lê até sem óculos) e apresenta má acuidade visual para longe.
Logo que as taxas glicêmicas decrescem, pode acontecer o inverso. Ou seja as pessoas passam a muitas vezes manifestar uma pequena hipermetropia; a visão melhora para a distância e piora para perto.
Despendendo do vício de refração prévio que o paciente tinha, sendo míope o hipermétrope, as variações glicêmicas acarretarão alterações nestas refrações.
O Diabetes é uma importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, pois os diabéticos após alguns anos da doença estão predispostos a desenvolver microangiopatias, e nos olhos as manifestações são: retinopatia diabética, hemorragias vítreas, glaucoma neovascular, paresias na musculatura extrínseca ocular.
Muitas pessoas descobrem ser diabéticas, quando têm alguma complicação advinda da doença. O diabetes é a maior causa de cegueira nos países desenvolvidos, em pessoas de 20 a 74 anos. A cada ano de 12.000 a 24.000 pessoas têm perda da acuidade visual devido ao diabetes.
Diabetes é uma doença na qual o organismo do paciente não produz a quantidade de insulina necessária, este hormônio é o responsável pela conversão do açúcar, e outras "comidas" em energia, a qual é necessária para as nossas funções vitais. A causa do diabetes é um mistério, embora o fator genético e outros fatores como a obesidade, vida sedentária contribuem de alguma forma para o seu aparecimento.
Existem 2 tipos de diabetes:
O paciente diabético deve ter acesso a um tratamento de qualidade, que priorize a conscientização e educação. Desenvolver o hábito de medir e controlar sua taxa glicêmica é fundamental.
Se você tem diabetes mellitus, é sabido que o seu corpo não pode usar adequadamente o açúcar que circula no sangue. Quando a sua taxa glicêmica aumenta muito, isto vai ocasionar uma alteração nos vasos dos seus olhos.
Quando os vasos sanguínea da retina são lesados, eles podem levar a hemorragias e a extravasamento de líquido, que acarretam a formação de depósitos chamados exudatos.
Esta é a forma primária da retinopatia diabética, também chamada não proliferativa. Esta forma pode não causar ainda nenhum distúrbio visual. Mas quando os fluídos atingem a mácula (a parte da retina que é responsável pela visão de detalhes), a leitura e outros atividades que necessitam da visão de perto, podem ficar comprometidos. Nesta fase encontraremos o edema macular.
Outra forma é a retinopatia proliferativa, onde encontraremos vasos sanguíneo frágeis crescendo na superfície da retina, e que acarretarão problemas com o vítreo, hemorragias e muitas vezes descolamento da retina.
A melhor medida para manter-se com uma boa acuidade visual é manter a taxa de glicose sanguínea em níveis normais, isto vai postergar ou prevenir os problemas com a retina.
Quando o oftalmologista acha algum sinal de retinopatia em seus olhos, ele solicitará uma série de fotos com contraste dos vasos da sua retina, chamada angiografia fluoresceínica.
Neste exame será injetado um corante amarelo na artéria do seu braço, que irá passar pelos vasos da retina e ser aí fotografado. Estas fotos servirão para o seu oftalmologista verificar se há ou não a necessidade da aplicação de laser nesta retinopatia.