Dúvidas Freqüentes


VII - Geral

51. Medicamentos podem piorar a visão?

52. É possível colocar muitas gotas de colírio em meu olho?

53. Colírios podem ter efeito colateral?

54. Pode o Diabetes, ou melhor dizendo uma alteração na glicemia alterar a visão?

55. Diabetes: Fatos, Realidade e Cuidados



51. Medicamentos podem piorar a visão?

Não necessariamente, mas alguns medicamentos, tal como medicamentos para artrite e algumas outras condições, têm efeito nos olhos. Médicos que prescrevem estes medicamentos estão bem cientes que os efeitos colaterais podem incluir olho seco ou dano permanente na retina. Conseqüentemente, se existe alguma possibilidade de perda visual com o uso de uma medicação em particular, seu médico indicará a você um oftalmologista que monitorizará seus olhos durante o curso do tratamento.

Alguns tipos de medicação podem causar mudanças temporárias de visão. Cortisona, por exemplo, pode causar embaçamento da visão, mas na maioria dos casos não danificará os olhos. Os sintomas usualmente desaparecerão com o término da medicação ou quando o paciente se adaptar a medicação. No entanto, cortisona pode, ocasionalmente, desenvolver cataratas. Tenha sua visão monitorada por um oftalmologista como medida de segurança.

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52. É possível colocar muitas gotas de colírio em meu olho?

Não. O olho somente irá suportar uma gota de cada vez. Se você tentar colocar mais, o excesso simplesmente transbordará pelo seu rosto.

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53. Colírios podem ter efeito colateral?

Colírios podem ter efeitos colaterais, por isso eles devem ser prescritos somente por oftalmologista. Lembre-se, um oftalmologista é um doutor em medicina especializado em cirurgia, diagnóstico e tratamento de doenças do olho.

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54. Pode o Diabetes, ou melhor dizendo uma alteração na glicemia alterar a visão?

São duas coisas distintas; é comum o paciente procurar o oftalmologista referindo uma piora súbita na visão de longe, para a distância. E este profissional deve inquerir ao paciente se ele ultimamente esta tendo sinais e sintomas de poliúria (urinar muitas vezes no dia), polidipsia (muita sede e beber muita água) entre outros.

Pois é freqüente desta queixa o oftalmologista suspeitar de alguma alteração na glicemia , solicitar uma glicemia e outros exames e constatar um Diabetes.

O que acontece é que o sangue hiperglicêmico tem um poder de osmose maior, o qual vai causar uma desidratação no cristalino do paciente, e este passa então a manifestar uma miopia. São pessoas que usavam óculos só para leitura, e de uma hora para outra passam a enxergar bem para perto (lê até sem óculos) e apresenta má acuidade visual para longe.

Logo que as taxas glicêmicas decrescem, pode acontecer o inverso. Ou seja as pessoas passam a muitas vezes manifestar uma pequena hipermetropia; a visão melhora para a distância e piora para perto.

Despendendo do vício de refração prévio que o paciente tinha, sendo míope o hipermétrope, as variações glicêmicas acarretarão alterações nestas refrações.

O Diabetes é uma importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, pois os diabéticos após alguns anos da doença estão predispostos a desenvolver microangiopatias, e nos olhos as manifestações são: retinopatia diabética, hemorragias vítreas, glaucoma neovascular, paresias na musculatura extrínseca ocular.

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55. Diabetes: Fatos, Realidade e Cuidados

Você sabia...

• Que nos EUA existem 16 milhões de diabéticos, que são diagnosticados aproximadamente 1.700 novos casos de Diabetes por dia, totalizando 625.000 mil casos novos por ano?
• Que o diabetes é a 4ª maior causa de morte?
• Que o diabetes é uma doença crônica, que não tem cura?

Diabetes, o Assassino Silencioso

Muitas pessoas descobrem ser diabéticas, quando têm alguma complicação advinda da doença.

O diabetes é a maior causa de cegueira nos países desenvolvidos, em pessoas de 20 a 74 anos. A cada ano de 12.000 a 24.000 pessoas têm perda da acuidade visual devido ao diabetes.

Doenças renais: 10% a 20% dos indivíduos diabéticos desenvolvem doenças renais. Em 1992, 19.800 pessoas iniciaram tratamento de diálise, devido a falência renal, causada por diabetes.

Amputações: O risco de amputação de uma perna é 15 - 40 vezes maior em portadores de diabetes. Aproximadamente 60 - 70% das pessoas com diabetes têm alguma alteração nos nervos. A cada ano, 54.000 pessoas perdem os pés ou pernas devido ao diabetes.

Doenças Cardíacas: Os diabéticos são 2 a 4 vezes mais propensos a Ter problemas cardíacos que os outros indivíduos. Estas cardiopatias estão presentes em 75% das mortes relacionadas com o diabetes.

O que é diabetes?

Diabetes é uma doença na qual o organismo do paciente não produz a quantidade de insulina necessária, este hormônio é o responsável pela conversão do açúcar, e outras "comidas" em energia, a qual é necessária para as nossas funções vitais. A causa do diabetes é um mistério, embora o fator genético e outros fatores como a obesidade, vida sedentária contribuem de alguma forma para o seu aparecimento.

Existem 2 tipos de diabetes:

TIPO I: Que é autoimune, o corpo não produz nenhuma insulina, mais freqüente em crianças e jovens.

Estas pessoas têm de tomar insulina diariamente, 5 - 10% dos diabéticos.

TIPO II: Um problema metabólico, decorrente da incapacidade do organismo em produzir ou usar adequadamente a insulina. 90 - 95% dos diabéticos. Mais freqüentemente relacionado com a vida sedentária, obesidade e senilidade.

Quem tem maior chances de ter Diabetes Tipo I?

Crianças, filhas de pais com diabetes tipo I, e gêmeo de diabético tipo I.

Quem tem maior chances de ter Diabetes Tipo II?

• Indivíduos com história familiar de diabetes
• Pessoas com excesso de peso
• Pessoas que não fazem exercícios regularmente
• Alguns grupos raciais
• Mulheres que apresentaram hiperglicemia na gravidez.

SINAIS DE ALERTA PARA O DIABETES

TIPO I:
• Urinar excessivamente
• Sede excessiva
• FoA?o?n?me excessiva
• Perda de peso
• Cansaço
• Irritabilidade

TIPO II:
• Infecções freqüentes
• Turvação da visão
• Má cicatrização
• Qualquer sintoma do Tipo I
• Infecção na pele

Necessidades do paciente diabético

• O acesso a ao tratamento com qualidade. Necessitam também de conscientização e educação.
• O paciente tem de ser educado a medir a sua taxa glicêmica, e a controlá-la.


Pode o Diabetes, ou melhor dizendo uma alteração na glicemia alterar a visão?

São duas coisas distintas; é comum o paciente procurar o oftalmologista referindo uma piora súbita na visão de longe, para a distância. E este profissional deve inquerir ao paciente se ele ultimamente esta tendo sinais e sintomas de poliúria (urinar muitas vezes no dia), polidipsia (muita sede e beber muita água) entre outros.

Pois é freqüente desta queixa o oftalmologista suspeitar de alguma alteração na glicemia , solicitar uma glicemia e outros exames e constatar um Diabetes.

O que acontece é que o sangue hiperglicêmico, tem um poder de osmose maior, o qual vai causar uma desidratação no cristalino do paciente, e este passa então a manifestar uma miopia. São pessoas que usavam óculos só para leitura, e de uma hora para outra passam a enxergar bem para perto (lê até sem óculos) e apresenta má acuidade visual para longe.

Logo que as taxas glicêmicas decrescem, pode acontecer o inverso. Ou seja as pessoas passam a muitas vezes manifestar uma pequena hipermetropia; a visão melhora para a distância e piora para perto.

Dependendo do vício de refração prévio que o paciente tinha, sendo míope o hipermétrope, as variações glicêmicas acarretarão alterações nestas refrações.

O Diabetes é uma importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, pois os diabéticos após alguns anos da doença estão predispostos a desenvolver microangiopatias, e nos olhos as manifestações são: retinopatia diabética, hemorragias vítreas, glaucoma neovascular, paresias na musculatura extrínseca ocular.


O que é RETINOPATIA DIABÉTICA?

Se você tem diabetes mellitus, é sabido que o seu corpo não pode usar adequadamente o açúcar que circula no sangue. Quando a sua taxa glicêmica aumenta muito, isto vai ocasionar uma alteração nos vasos dos seus olhos.

TIPOS DE RETINOPATIA DIABÉTICA

Quando os vasos sanguínea da retina são lesados, eles podem levar a hemorragias e a extravasamento de liquido, que acarretam a formação de depósitos chamados exudatos.

Esta é a forma primária da retinopatia diabética, também chamada não proliferativa. Esta forma pode não causar ainda nenhum distúrbio visual. Mas quando os fluídos atingem a macula (a parte da retina que é responsável pela visão de detalhes), a leitura e outros atividades que necessitam da visão de perto, podem ficar comprometidos. Nesta fase encontraremos o edema macular.

Outra forma é a retinopatia proliferativa, onde encontraremos vasos sanguíneo frágeis crescendo na superfície da retina, e que acarretarão problemas com o vítreo, hemorragias e muitas vezes descolamento da retina.

Como tratar a retinopatia diabética?

A melhor medida para manter-se com uma boa acuidade visual é manter a taxa de glicose sanguínea em níveis normais, isto vai postergar ou prevenir os problemas com a retina.

Quando o oftalmologista acha algum sinal de retinopatia em seus olhos, ele solicitará uma série de fotos com contraste dos vasos da sua retina, chamada angiografia fluoresceínica.

Neste exame será injetado um corante amarelo na artéria do seu braço, que irá passar pelos vasos da retina e ser aí fotografado. Estas fotos servirão para o seu oftalmologista verificar se há ou não a necessidade da aplicação de laser nesta retinopatia.

Quando for submetido à angiografia, não assuste com a tonalidade amarelada que aparecerá na sua pele, bem como a cor da urina no dia subseqüente ao exame.

TIPOS DE TRATAMENTO

Fotocoagulação a Laser: É o tratamento mais freqüente para a retinopatia diabética. É uma aplicação ambulatorial, onde a mira do laser é dirigida as lesões na retina afetada.

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© 2007 Leôncio de Souza Queiroz Neto. Todos os direitos reservados.