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O que é?

Ceratocone é uma doença caracterizada pelo afinamento  e  alteração na  curvatura da córnea   que passa a ter o formato semelhante ao de um  cone.  Estas alterações causam miopia e astigmatismo. O comprometimento da refração varia   de acordo com a quantidade de tecido afetado na córnea.  Por isso, no estágio inicial  pode ser confundido com vício refrativo. Conforme a doença evolui afeta severamente nossa forma de perceber o mundo, dificultando a realização de tarefas simples como dirigir, assistir TV ou ler um livro.

Quais as causas?

Muitas podem ser as causas do ceratocone.Há evidências de que alguns genes estão relacionados à doença. Por isso, é comum surgirem casos na mesma família.  As alergias podem estar relacionadas  uma vez que coçar os olhos fragiliza as fibras de colágeno da córnea. Vale ressaltar que um relatório internacional revela que o uso de smartphones e tablets com acabamento em níquel aumenta a incidência de alergia tópica (na pele). Sete em cada 10 alérgicos desenvolvem a sensibilidade nos olhos  Por isso, alérgicos a níquel devem manter distância desses equipamentos para evitar o ceratocone.  Doenças sistêmicas e o uso incorreto  de lentes de contato também favorecem o desenvolvimento.

Quais os grupos de risco?

Portadores de síndrome de Down, alérgicos e quem tem casos na família formam os principais grupos de risco. Geralmente o ceratocone tem início na adolescência, em torno dos 16 anos . Embora menos frequente, pode também ocorrer na infância e   raramente após os 30 anos de idade.   Atinge homens e mulheres e em 90% dos casos afeta os dois olhos com um intervalo de 5 anos entre o primeiro olho e o segundo. O  período de desenvolvimento varia entre uma pessoa e outra. Geralmente progride durante 5 a 10 anos com mudanças rápidas na refração e portanto, na córnea,  para depois estabilizar. Entre mulheres, o período de gestação pode agravar o ceratocone por causa da elevação dos hormônios  reprodutivos e a maior retenção de água.

Quais os sintomas?

Pacientes com ceratocone têm refração inconsistente com variação em curto período de tempo durante o período de evolução. Outros sintomas da doença são:

  • Visão borrada e distorcida tanto para perto quanto para longe.

  • Diplopia (visão dupla) ou poliopia (visão de vários objetos).

  • Enxergar halos em torno das luzes

  • Fotofobia ou grande sensibilidade à luz.

  • Olhos vermelhos.

  •  Fadiga visual com pouco tempo de leitura ou uso do computador.

Como é feito o diagnóstico?

O grande desafio do ceratocone é seu diagnóstico no estágio inicial . Isso porque, em muitos olhos ocorrem abaulamentos na face posterior da córnea , tornando a topografia insuficiente para detectar a doença. A mais nova tecnologia  associa tomografia e topografia. Significa que fornece mapas 3D precisos das faces anterior e posterior da córnea, viabilizando, desta forma o diagnóstico precoce.

Outro exame, a ceratometria, utilizada na avaliação da  curvatura da córnea, também pode ajudar a distinguir a presença da doença. Nos portadores  indica ausência de inclinação ou paralelismo das miras.

A retinoscopia, exame que analisa o reflexo da luz na retina, indica ceratocone em casos de "reflexo em tesoura".

Sinais clínicos

O ceratocone pode desencadear alterações  clínicas na córnea que geralmente não são percebidas pelo paciente . São   detectadas  durante o exame oftalmológico e determinam o grau de evolução da doença. Os principais sinais clínicos são:

  • Anéis de Fleischer: anel de coloração amarelo-amarronzada a verde-oliva, composto de hemossiderina, pigmento ferroso que fica depositado ao redor da base do cone.  

  • Linhas de Vogt: são pequenas estrias, verticais ou obliquas,  semelhantes às  cerdas de  um  pincel, localizadas na profundidade do estroma corneano.

  • Afinamento corneano: um dos critérios para o diagnóstico de ceratocone é o afinamento da córnea  maior que 1/5 de sua espessura. À medida que a doença progride, o cone se desloca para a área inferior. O ápice do cone é geralmente a área mais afinada.

 

  • Cicatrizes corneanas: não são vistas precocemente, porém com a progressão da doença  pode  ocorrer ruptura da membrana de Bowman que separa o epitélio (camada externa) do estroma (camada intermediária) da  córnea. Opacidades profundas na córnea não são incomuns no ceratocone.

 

  • Manchas em redemoinho: podem ocorrer em  pacientes que nunca tenham usado lentes de contato.

 

  • Hidropsia: geralmente  acontece nos casos avançados,. É caracterizada por  edema (inchaço) na córnea. O edema é decorrente da ruptura da membrana de Descemet   e penetração na córnea  de humor aquoso, fluido que preenche o globo ocular. Quando isso ocorre o paciente pode enxergar um ponto esbranquiçado na córnea e tem perda aguda da visão. Caso o edema e a opacificação diminuem. Pacientes com síndrome de Down têm maior incidência de hidropsia por terem o hábito de coçar e esfregar os olhos que deve ser evitado para por todas as pessoas para preservar a saúde córnea.

 

  • Sinal de Munson: comum no ceratocone avançado quando o abaulamento da córnea é tão acentuado que forma um ângulo na  pálpebra inferior se  o paciente olhar para baixo.

  • Reflexo luminoso de Ruzutti: é um reflexo  luminoso  projetado do lado temporal  que de  desloca além do sulco limbar nasal. Ocorre em casos de  alto astigmatismo e córnea cônica estão presentes.

  • Pressão intraocular reduzida: uma baixa pressão intra-ocular geralmente é encontrada como resultado do afinamento corneano e/ou redução da rigidez escleral.

Quais são os tratamentos?

O tratamento do ceratocone depende da severidade da doença. O exame oftalmológico deve ser feito anualmente e até em intervalos menores para monitorar a evolução da doença.  Inicialmente, os óculos  proporcionam correção refrativa satisfatória. Entretanto, à medida que a doença progride requer o uso de lentes de contato rígidas para promover o aplanamento da córnea.  O problema é que nem todo paciente se adapta às lentes rígidas. Mesmo quem tem boa adaptação pode desenvolver intolerância com a evolução da doença.

Lente evita lesão na córnea

A dificuldade de adaptação à lente de contato é uma das principais causas do transplante de córnea entre portadores de ceratocone. A boa notícia é que a lente de contato escleral  facilita a adaptação porque evita lesões e o desconforto  não tocando  a borda da córnea. Fica apoiada  na esclera, parte branca do olho. O diâmetro maior também impede o ressecamento da lágrima que provoca irritação nos olhos. A superfície ainda recebe tratamento de plasma que dificulta o depósito de impurezas. Se você tem ceratocone a lente escleral podem fazer uma grande diferença na correção de sua visão.

Ceratocone