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Os olhos sofrem no frio. Sensação de areia, vermelhidão, visão embaçada, aversão a luz e lacrimejamento são os sintomas da síndrome do olho seco, doença ocular mais frequente nesta época do ano. Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, no frio o ar seco e aumento da poluição ressecam a lágrima e contribuem com o crescimento da doença. A síndrome atinge cerca de 20 milhões de brasileiros, na proporção de duas mulheres para cada homem. Um levantamento nos prontuários de 620 pacientes do hospital mostra que 30% portadores não respondem bem ao uso de lágrima artificial e acabam piorando a irritação ocular.  Outro problema apontado pelo médico é que nem todos podem tratar o olho seco com cápsulas  de semente de linhaça. Este é o caso de homens com hiperplasia prostática, fator de risco para a  doença. A boa notícia é que o implante de um plugue do tamanho da cabeça de um alfinete elimina o desconforto.

 

Como é feito o implante?

 

Queiroz Neto afirma que o procedimento é reversível, pouco invasivo e indolor. Pode ser feito sem anestesia, só com uma gota de colírio lubrificante para facilitar o enxerto. O plugue lacrimal, ressalta, tem o formato de um guarda-chuva e mantém a lágrima represada na superfície ocular

“O olho seco pode ser causado pela diminuição na quantidade ou qualidade da lágrima. Independente da causa, aumentar a quantidade é fundamental no tratamento”, afirma. No caso deste tratamento a proposta é reter o filme lacrimal. Por isso, fortalece a córnea através da maior lubrificação e do aumento do fluxo das três camadas da lágrima – aquosa, lipídica e proteica.  É isso que explica  porque quem passa pelo procedimento refere melhora da acuidade visual.

 

Indicações e Contra-indicações

 

O médico destaca que a incidência do olho seco aumenta com a idade. Outros fatores de risco elencados por ele são:

 

·         Uso intenso de computador e de lente de contato.

·         Menopausa, uso de pílula anticoncepcional ou TRH (Terapia de Reposição Hormonal).

·         Hipertensão arterial.

·         Hiperplasia prostática

·         Doenças autoimunes  como alergia, reumatismo, artrite e artrose

·         Inflamação e outras alteração da pálpebra.

·         Permanecer em ambientes com ar condicionado.

 

Uma mesma pessoa, comenta, pode ter mais de um fator de risco. Isso diminui o tempo de duração do efeito da lágrima artificial. O levantamento nos prontuários de 620 pacientes do hospital mostra que 30% dos portadores instilam colírio com conservante até 10 vezes ao dia. O oftalmologista diz que  a recomendação médica é instilar, no máximo, 4 vezes/dia. Resultado: o uso abusivo agrava a irritação ocular que se torna crônica. O implante do plugue é indicado para todos que não conseguem alívio prolongado usando lágrima artificial, destaca. Só é contraindicado para quem tem alterações na pálpebra ou no sistema lacrimal.

 

Prevenção

 

Queiroz Neto afirma que a maioria dos portadores de  olho seco têm distúrbio leve que pode melhorar com mudanças de hábito. Os principais cuidados preventivos enumerados pelo especialista são:

 

·         Beber 2 litros de água ao dia.

·         Fortalecer a camada lipídica da lágrima com óleo de linhaça

·         Higienizar a borda das pálpebras com cotonete embebido em xampu infantil.

·         Usar óculos com proteção lateral

·         Piscar voluntariamente em frente ao computador

·         Posicionar o monitor 30 graus abaixo da linha da visão

·         Evitar o uso de ar condicionado

·         Não dormir com lentes de contato.

 

 

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